Foi a Copa onde os jogos do Uruguai ficaram cada vez mais imperdíveis, onde a França fez a alegria inenarrável da torcida da Irlanda, onde alguns cafés da manhã foram regados a Original no boteco mais próximo. Onde o Copa da Folha e a Central da Globo foram algumas das melhores coisas no jornalismo esportivo, onde o gênero e a espécie de Galvão Bueno foram revelados no Twitter, onde a bola da Copa teve personalidade e RG, onde uma corneta foi presença constante mesmo quando invisível diante das câmeras de tevê. Onde a Argentina tocou uma bola redondinha e praticamente sem marra, apesar de quase todo mundo só ter visto o Maradona em campo. E a Alemanha, contra qualquer previsão, oscilou entre ser o time mais ofensivo e a equipe com mais propensão a sonambulismo em campo, em disputa acirrada com o Brasil.
Na Copa, a Espanha cozinhou tanto a bola que quase virou purê, a Holanda fez da final um bom jogo chato e os Felipe Melo facts foram alguns dos melhores na web até hoje. Isso sem contar Eslovênia e Itália, Uruguai e Gana ou Alemanha ou Uruguai (sempre ele, sempre). Onde uma sexta-feira quase desapareceu do calendário e no final foi salva por um pênalti no travessão subindo igual foguete. Onde 1 x 0 foi a marca registrada e paciente da campeã mundial e seus moleques, com gol decisivo de um grande jogador que andou meio apagado, depois do passe de um outro que ficou na gaveta esperando para entrar e para garantir a taça.
Ok Costoli, seu argumento venceu. Copa chata? Nem de longe. Viva 2014, mas com 2010 ainda longe de esfriar na memória.
Um comentário:
A copa não foi chata de modo algum, mas a final não fez justiça a copa...
Esse jogo que parecia mais Mamoré Vs URT em final de mineiro 2ª divisão.
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